Há quem diga no mundo: "não faço o bem, mas também não faço o mal", como se semelhante postura diante da vida se lhe constituísse vantagem insofismável.
Entretanto, não é assim. A atitude cômoda de cruzar os braços é sempre uma omissão pela qual responderemos.
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Para não fazermos o mal, bastar-nos-á a indiferença para com tudo o que nos rodeia insensibilizando o coração.
A prática do bem, contudo, reclama a ação perseverante da vontade, a participação efetiva e consciente nos problemas em torno. Por isto mesmo, somente através da caridade atuante lograremos alcançar a renovação espiritual necessária.
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Para não fazer o mal ninguém necessita sair de seu próprio lugar, mas para fazer o bem, é imperioso movimentar-se, por fora e por dentro de si.
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Infelizmente, a inversão de valores que se observa na Terra neste ocaso de milênio é flagrante, onde, no conceito de muitos, não fazer o mal passou a ser tão vantajoso quanto fazer o bem.
Caso as Leis da Vida se flexionassem a tal ponto, certamente o caos se firmaria de vez entre os homens e a Humanidade estaria à mercê da própria sorte...
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Restaurando o Evangelho, o Espiritismo restabelece a Verdade que não contemporiza com sofismas de qualquer espécie.
O Mestre deixou claro não ser possível servir a Deus e a Mamon.
Quem se omite no bem que lhe compete fazer endossa o progresso do mal.
Quem não age na caridade por fora de si, do ponto de vista espiritual, permanecerá estacionado na estrada da evolução.
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Em síntese: a prática constante e desinteressada do bem em favor dos semelhantes é a única maneira de termos acesso à verdadeira paz de consciência pela convicção de que estaremos cooperando com o Senhor na construção do Mundo Melhor.
Irmão José
Do livro "Irmãos do Caminho"
Psicografia de Carlos A. Baccelli
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